Foi nas doenças cardíacas que primeiro se observou os efeitos benéficos da ingestão regular e moderada de vinho. Estudos mostram que o consumo diminui as doenças cardíacas e circulatórias e as mortes entre 40 a 60%.

       A bebida aumenta o colesterol HDL (bom colesterol), pelas ações benéficas que exerce ao sistema cardiocirculatório, e diminui o colesterol LDL (mau colesterol).

       Aumentam as ações que dificultam a formação de coágulos, que é a causa principal do fechamento dos vasos sangüineos, fato que causa infarto do miocárdio, derrame cerebral e gangrenas.

       Aumenta a resistência e a elasticidade da parede vascular e dilata os vasos sangüineos, diminuindo a resistência ao trabalho do coração.

 



       Apesar dos avanços da medicina, o câncer é a segunda causa de morte no mundo, depois de doenças cardiocirculatórias.

       As pessoas que têm o hábito regular de beber vinho moderadamente nas refeições têm 20% menos chance de desenvolver câncer de qualquer tipo - essa proteção deve-se aos polifenóis.

 



       A digestão de uma refeição acompanhada de vinho é melhor por vários motivos. Um ácido orgânico presente nessa bebida, o cinâmico, estimula a vesícula biliar, que descarrega uma quantidade maior de biles no início do intestino delgado, melhorando e aumentando a digestão das gorduras.

       Há ainda as oxidases e as pectases, enzimas que aceleram e facilitam o processo de digestão.

 



       Desde a antiguidade se reconhece no vinho um efeito anti-infeccioso. Acreditava-se inicialmente que esse efeito se devia a sua acidez e ao álcool. Essas seriam condições muito hostis às bactérias, que aí não conseguiriam sobreviver. Isso funciona para alguns organismos. Na verdade, a principal ação anti-infecciosa do vinho se deve aos antocianos, que têm uma atividade bactericida direta quando na presença do álcool.

       Esse polifenol encontra-se na casca da uva e é o responsável pela sua cor e pela do vinho.

 



       Os acidentes vasculares cerebrais podem ser isquêmicos (quando há uma obstrução de um ou mais vasos) ou hemorrágicos (quando um ou mais vasos rompem e extravasam sangue no sistema nervoso) os AVC isquêmicos representam 70% das ocorrências dessa patologia.

       As pessoas que têm o hábito regular de beber vinho moderadamente têm menos riscos de desenvolver AVC isquêmico.

 



       Um dos efeitos mais espantosos do vinho é na pele. Ele é tão impressionante talvez porque ela está exposta e nela se pode observar diretamente os resultados.

       O colágeno e a elastina são substâncias que dão consistência e elasticidade à pele. A colagenase e a elastase são enzimas que destroem o colágeno e a elastina, respectivamente fazendo com que a pele fique atrófica e menos elástica. Os polifenóis do vinho bloqueiam a ação da colagenase e da elastase, deixando a pela mais elástica e consistente. Além disso, eles melhoram a sua microcirculação e a hidratação.

 



       Quem bebe vinho nas refeições, moderadamente e regularmente, morre mais tarde e tem melhor qualidade de vida.

       O envelhecimento das células, dos tecidos e do organismo como um todo é uma ação dos radicais livres. O organismo produz substâncias que são neutralizadoras desses radicais, mas a produção diminui com o aumento da idade.

       Os vinhos, principalmente os tintos, são ricos em polifenóis, que são potentes eliminadores de radicais livres. Assim, é fácil entender o anti-envelhecimento proporcionado pela bebida.

       As localidades no mundo onde as pessoas vivem mais são, quase todas, regiões vitivinícolas.